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BACANAIS (g, r) - Festas celebradas na Grécia e em Roma, em honra do deus Baco, que preside ao vinho. Foram introduzidas nas colônias gregas da Itália e na própria Roma, de onde foram banidas, pelo Senado, por terem adquirido caráter excessivamente licencioso.

 

BACANTES (g, r) - Também denominada Mênades. Eram mulheres dedicadas ao culto de Baco e, embora não fossem sacerdotisas desfrutavam de prestígio no culto a essa divindade. Trajavam-se com peles de leão e celebravam as festas orgíacas, ocasião em que, dizia-se adquiriam extraordinária força física.

 

BACO (r) - deus do vinho, era filho de Júpiter e de Semele. Foi criado pelas ninfas de Nisa. Sileno ensinou-lhe a plantar a vinha e as Musas o instruíram no canto e na dança. Quando os gigantes tentaram escalar o céu, Baco lutou contra eles sob a forma de um leão. Júpiter incitava-o, gritando: “Evohé! Evohé! Valor, filho meu, valor!”

 

BATO (g) - Foi a única testemunha que presenciou o roubo dos rebanhos de Apolo, por Mercúrio. Este, com receio de ser denunciado transformou-o em pedra de toque, pois que esta pedra indiscreta nada sabe ocultar.

 

BAUCIS (g) - Esposa de Filemon. Tendo o casal socorrido Júpiter e Mercúrio, quando sob forma humana percorriam a Frígia, obtiveram deles a graça de alcançar uma extrema velhice e de morrerem no mesmo dia, sendo simultaneamente metamorfoseados: Baucis, em tília e Filemon em frondoso enzinheiro.

 

BELEROFONTE (g) - Requestado por Estenebéia, foi por ele repelida. Preto, rei da Argólida, instado por sua esposa, mandou-o ao rei Iobates, pai de Estenebéia para que o matasse. Iobates encarregou-o de empresas difíceis, para expô-lo à morte. Venceu entretanto sucessivamente os Solimos, povo da Pisídia, as Amazonas e por fim, protegido por Minerva e cavalgando o Pégaso, conseguiu destruir a Quimera.

 

BELO (g) - Rei de Sidon, deu a Teuro, irmão de Ajax, quando de sua volta da Frígia, alguns colonos fenícios, com os quais construiu na ilha de Chipre uma cidade à qual chamou Salamina.

 

BELONA (g) - deusa da guerra e irmã de Marte, era quem preparava o carro que devia conduzir este deus ao combate. A companheira inseparável de Belona era a Discórdia que, à guisa de cabelos, trazia a cabeça coberta de serpentes.

 

BERECINTA (g) - Um dos nomes sob os quais os poetas costumavam chamar Cibele ou Réia. Os outros nomes mais freqüentes eram: Dindima e Idea (em lembranças de três montanhas da Frígia).

 

BÓREAS (g) - O mais célebre dos Ventos, cujo deus principal era Éolo. Bóreas vivia habitualmente na Trácia e dali esparzia frio, neve e tempestades sobre as regiões vizinhas.

 

BRIAREU (g) - Um dos Hecatônquiros, que eram gigantes de cem braços, filhos de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Irmão de Coto e giges e pai de Etna. Briareu ajudou Júpiter na luta contra os Titãs rebelados.

 

BRISEIDA (g) - Filha de Briseu, grã-sacerdote de Júpiter, foi entregue a Aquiles como botim de guerra. Agamenon, tendo-se apoderado dela, deu ocasião à dissenção que lavrou entre os gregos no cerco de Tróia, pois que Aquiles se recusou, desde então, a combater, no que foi acompanhado por seu amigo Pátroclo.

 

BRISEU (g) - Sumo-sacerdote de Júpiter, pai de Briseida. V. Briseida.

 

BUSIRIS (g) - Rei do Egito, imolava a Júpiter todos os estrangeiros que aportavam ao Egito. Hércules, usando um estratagema, exterminou Busiris e toda a família real.