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LABIRINTO (g) Conjunto de salas e caminhos sem saída e corredores que se entrecruzam. Foi construído por Dédalo, em Creta, e nele ficou aprisionado o Minotauro.

 

LÁCIO (r) Região onde Enéias se fixou, após a destruição de Tróia. Ficava localizada na Itália central, entre a Etrúria e a Campânia.

 

LAERTE (g) Rei de Ítaca e pai de Ulisses. Era para envolver-lhe o corpo que Penélope bordava a tela famosa, conhecida por colcha de Penélope. V. Penélope.

 

LAIO (g) Rei de Tebas, era pai de Édipo. Um oráculo predissera que o menino que nascera seria assassino de seu pai. Por isso Laio ordenara que matassem Édipo. O servo desobedeceu à ordem, pendurando-o pelos pés a uma árvore, onde o Pastor Forbas o achou e o entregou a Políbio, rei de Corinto. Sabedor do fato quando já homem, Édipo resolveu nunca mais ir a Corinto, dirigindo-se para a Fócida. De caminho teve uma discussão com um velho desconhecido. Chegaram a vias de fato e Édipo matou o velho: era Laio, seu pai. V. Édipo.

 

LÂMIAS  (AS) (g) Têm alguma semelhança com as sereias. Como elas, eram sedutoras, seu corpo terminava em cauda de peixe e ao invés de mãos possuíam afiadas garras. Quando os incautos se aproximavam delas, caíam-lhes em cima repentinamente e os devoravam.

 

LAMPECIA (g) Filha de Apolo, era a encarregada de apascentar os inúmeros rebanhos que todos deviam considerar sagrados e intangíveis.

 

LAOCOONTE (g) Sacerdote de Netuno, increpou os troianos para que não introduzissem no centro da cidade o cavalo de pau de enormes proporções que os gregos haviam construído, com estas palavras:" Acreditais que um presente dos gregos não encerra um embuste?" Nesse momento duas monstruosas serpentes, vindas de Tenedos, atravessam o braço de mar, lançam-se sobre Laocoonte e seus dois filhos que estavam a seu lado, enlaçam-lhes os corpos e os afogam com seu hálito venenoso.

 

LAOMEDONTE (g) Filho de Ilo, tornou-se célebre por sua má fé. Estava ocupado em levantar as muralhas de Tróia quando Apolo e Netuno, ao serem arrojados do Olimpo, vieram trazer-lhe o seu auxílio. Após terminado o trabalho, Laomedonte negou-se a pagar o prometido aos divinos arquitetos. O castigo não se fez esperar. Netuno destruiu as muralhas recém-construídas e fez sair do mar um espantoso monstro que semeava a morte na cidade e nos campos vizinhos. O rei consultou um oráculo e este ordenou que, para aplacar Netuno, os troianos oferecessem ao monstro um de seus filhos, escolhidos pela sorte. Da urna fatal saiu o nome de Hesione, filha de Laomendonte, a qual foi salva por Hércules quando este navegava rumo a Cólchida. V. Hércules e Hesione.

 

LAQUESIS (g) Uma das três parcas. V. Parcas.

 

LARES (r) Eram os deuses domésticos dos romanos e os gênios protetores da família. Seu culto foi introduzido na Itália por Enéias. As crianças ao alcançarem a adolescência ofereciam-lhes a bulla ou bolinhas de ouro, que traziam ao pescoço. Quando um escravo adquira sua liberdade, consagrava suas correntes a esses mesmos deuses em sinal de gratidão. Nas casas dos ricos ocupavam uma capela chamada lararia e um escravo estava consagrado a seu serviço. Os deuses Lares eram também conhecidos como Penates.

 

LARVAS (r) V. Lêmures.

 

LATONA (r) Mãe de Apolo e de Diana, rival de Juno. Esta, enciumada, mandou contra ela a serpente de Piton. Quando estava prestes a ser devorada, Netuno fez surgir com seu tridente Delos de entre as águas, ilha flutuante na qual Latona se fixou sob a forma de uma codorniz, recuperando em seguida sua forma primitiva. Ali, à sombra de uma palmeira, deu à luz a Apolo e Diana. Descoberta por Juno teve que fugir. Quando caminhava através da Lícia pediu auxílio a uns camponeses que trabalhavam junto a um brejo. Mal acolhida, Júpiter, para castigá-los, converteu-os em rãs, animais que tem na lama suas delícias e sua morada.

 

LAVÍNIA (r) Filha de Latino, casou-se com Enéias, que, para tanto teve de chefiar os Latinos contra os Rútulos comandados por Turno, que por sua vez pretendia a mão de Lavínia. Enéias, vitorioso, subiu ao trono após a morte de Latino. Este reino foi o berço do império romano.

 

LEANDRO (g) Jovem de Ábidos, na Ásia, amava loucamente a formosa Hero, jovem sacerdotisa que vivia em Sestos, na Europa. Todas as tardes Leandro atravessava a nado, o Helesponto para ver sua amada, até um dia morreu tragado pelas ondas. Quando Hero deu com o cadáver na costa, a tal ponto se desesperou que se suicidou.

 

LEARCO (g) Era um dos filhos do segundo matrimônio a Atamante com Ino, filha de Cadmo, V. Atamante e Ino.

 

LEDA (g) Esposa de Tíndaro, amada por Júpiter, que tomou a forma de um cisne para lhe agradar. Era mãe de Castor e Pólux. O primeiro era filho de Tíndaro e o segundo de Júpiter.

 

LÊMURES  ou  LARVAS (r) Eram uma espécie de fantasmas, espectros ou duendes que se ocupavam principalmente em assustar os mortais. O meio de afugentá-los era jogar-lhes folhas de favas. Alguns consideravam os primeiros como benfeitores e os segundos, malfeitores.

 

LENEUS (g) Um dos muitos nomes dado a Baco. Sob a designação de Leneus, era ele o deus o inventor deles.

 

LEÓCARES (g) Um dos célebres escultores que enriqueceram com estátua e baixos-relevos o sepulcro de Mausolo. V. Mausolo.

 

LERNA (g) Cidade no golfo da Argólida, onde vivia a Hidra, serpente de várias cabeças e hálito venenoso, e cuja captura constituiu um dos dozes trabalhos de Hércules.

 

LEUCOTOE (g) Filha de Órcamo, rei de Babilônia, foi amada. Por Apolo que, por ela, abandonou Clícia, transformando-a em girassol.. V. Clícia.

 

LIBER (r) Uma das denominações que os latinos davam a Baco. Liber quer dizer livre porque o vinho, alegrando o espírito do homem, livra-o momentaneamente de toda preocupação e lhe dá certa liberdade de palavras e ações.

 

LIBERDADE (r) Divindade romana à qual o pai dos Gracos levantou um templo no monte Aventino. Polion, ao ensejo de um incêndio que destruiu o templo, reconstruiu-o, instalando nele a primeira biblioteca pública que os romanos tiveram. Nas medalhas e pinturas, a liberdade aparece vestida de branco, como uma dama romana, coberta com um gorro frígio, ostentando como atributos um cetro e um gato, animal que não pode suportar a menor sujeição.

 

LIBITINA (r) Era deusa entre os romanos, dos funerais e a protetora dos encarregados e administradores de pompas fúnebres. Possuía um templo em Roma no qual se depositava um dinheiro de prata por pessoa que falecia, instituição essa que remonta ao reinado de Sérvio Túlio. O nome de Libitina foi por vezes aplicado a Hécate e Prosérpina.

 

 

 

LICAON (g) Tirano de Arcádia, comprazia-se em imolar aos deuses vítimas humanas e fazia perecer todos os estrangeiros que punham o pé em seu reino. Júpiter, para castigá-lo, desceu do Olimpo disfarçado e pediu-lhe hospitalidade. Licaon serviu-lhe como refeição uma criança que ele degolara. Júpiter manejando o raio incendiou-lhe o palácio. Locaon conseguiu fugir, mas foi transformado em lobo.

 

LICAS (g) Foi o portador da túnica de Nesso que Dejanira enviou a Hércules quando este se achava em Eubéia, retido ao lado de Iole. V. Hércules.

 

LICOMEDES (g) Rei da Ilha de Ciros, o qual, peitado por Menesteu, assassinou Teseu cujos favores os frívolos atenienses haviam esquecido.

 

LICURGO (g) Personagem considerado pela tradição como o legislador de Esparta. Visitou diversos países, de onde trouxe observações que lhe permitiram dar leis à sua pátria.

 

LINCEU (g) Eram um dos Argonautas de Jasão. Tinha a vista tão penetrante que descobria os escolhos escondidos debaixo d'água e distinguia perfeitamente os objetos a três léguas de distância.

 

LINO (g) Poeta e músico tebano filho de Apolo e Calíope ou, segundo outros, de Apolo e Psâmate, inventou a melodia e o ritmo e compôs poemas sobre a origem do mundo, a astronomia e a natureza das plantas. Orfeu, Hércules e Tamiris foram seus discípulos. Certo dia Hércules, agastado em uma observação, matou-o com um golpe desfechado com a lira que empunhava.

 

LIRÍOPE (g) Mãe de Narciso. V. Narciso.

 

LUA (r) Uma das designações de Diana.

 

LUCINA (r) Uma das designações dadas a Juno. V. Juno.