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MACAONTE (g) Filho do de Esculápio, e que, como médico, juntamente com seu irmão Podalírio assistiu ao cerco de Tróia, dando provas de sua bravura a par de sua ciência. V. Esculápio.

 

MAIA (g) Filha de Atlas, mãe de Mercúrio, uma das sete Plêiades.

 

MANES (r) Com este nome designavam os romanos as almas que se haviam separado do corpo. Os manes dos pais mereciam-lhes  um respeito igual aos dos deuses. Consideravam-nos como divindades protetoras que habitavam junto aos sepulcros e velavam as cinzas que neles eram depositadas. O ciprese era-lhes especialmente consagrado. O ruído do ferro e do bronze fazia-os fugir enquanto o fogo lhes causava alegria.

 

MANTO (g) Filha de Tirésias, tinha, como seu pai, o dom de predizer o futuro. Quando os Argivos tomaram a cidade de Tebas, Manto foi separada dos outros cativos e enviada, como um presente digno de Apolo, ao templo de Delfos, no qual ocupou durante muitos anos a trípode sagrada.

 

MARSIAS (g) Natural da Frígia, era um músico notável que, havendo encontrado, junto a uma fonte, a flauta de Minerva soube de modelar nela dulcíssimas melodias. Orgulhoso de sua habilidades, desafiou Apolo, constituindo-lhes se em juizes os habitantes de Nisa.

 

MARTE (r) Deus da Guerra, filho de Júpiter e de Juno, foi educado por um dos Titãs, que lhe ensinou a dança e os exercícios corporais. Marte ensinou aos homens as regras do ataque e da defesa, simplificando a arte e da defesa, simplificando a arte de matar-se uns aos outros. Apaixonando-se por Vênus, incorreu nas iras de Vulcano, o qual se queixou a Júpiter. Marte abandonou, então, o céu e foi residir na Trácia de onde passou para a Grécia. Havendo matado Alirrócio, filho de Netuno, foi citado perante o tribunal. O acusado expôs aos juizes o assunto com toda a simplicidade e franqueza de um soldado, sendo absolvido. Daí por diante esse tribunal tomou o nome de Areópago, isto é, colina de Marte (Ares, em grego, significa Marte e pagos, colina).

 

MAUSOLO (g) rei de Cária e um dos príncipes mais ricos e poderosos de seu tempo, foi muito chorado por sua esposa Artemisa II Esta mandou erigir-lhe em Halicarnasso um túmulo que media 40 pés de circunferência e 140 de altura e continha no recinto 36 colunas. A pirâmide que coroava o monumento tinha por remate um carro de mármore puxado por quatro cavalos.

 

MEDÉIA (g) Filha do rei Cólchida, fugiu com Jasão, chefe dos Argonautas, que graças aos artifícios dela, conseguira apossar-se do velo de ouro. Abandonada por seu esposo, vingou-se, matando os filhos que ele tivera.

 

MEDUSA (g) Uma das três Górgonas. Foi a princípio de uma beleza rara e tinha cabelos magníficos, mas como se houvesse ofendido a Minerva, a deusa, para se vingar, transformou-lhe o cabelo em horríveis serpentes e deu aos seus olhos a força de petrificar todos aqueles em quem se fixavam. Perseu cortou-lhe o cabelo e levou-a com ele em todas as expedições para transformar em pedra os seus inimigos. É neste sentido que se alude em literatura à cabeça de Medusa.

 

MEGERA (g) Era uma das três Fúrias a cargo de quem estava o rio de fogo Flegeton que circundava o Tártaro, lugar destinado aos malvados. Numa mãos, as Fúrias seguraram uma tocha e na outra um látego sangrento com o qual flagelavam sem trégua nem piedade os malfeitores cujos crimes exigiam severos. As outras duas Fúrias eram: Alecto e Tisífone.

 

MELAMPO (g) Médico muito perito que se prontificou a curar da loucura as Prétidas, filhas de  Preto, as quais, por se haverem comparado a Juno, foram por esta deusa dementadas.

 

MELANIPO (g) Filho de Ástaco, lutou durante o sítio de Tebas, ferindo mortalmente Tideu. Não sem que este também lhe atirasse a vida.

 

MELEAGRO (g) Filho de Eneu, rei de Caledônia e de Altea, contava apenas três dias de existência, quando sua mãe viu junto ao lugar, as três Parcas que punham fogo em três achas, murmurando: "A vida deste menino durará o que este tição durar". Saltar do leito, mergulhar o tição na água, foi obra de um momento. Altea, sua mãe, furiosa porque Meleagro matara seus tios, irmãos dela, pôs fogo no tição que outrora subtraíra e Meleagro morreu ardendo de febre, que aumentava à medida que o fogo do tição progredida.

 

MELICERTES (g) V. Atamante e Ino.

 

MELPÓMENE (g) Musa da tragédia, aparece ricamente vestida, fisionomia grave e olhar severo. Numa das mãos empunha um cetro ou uma máscara, por vezes algumas coroas ou um punhal ensangüentado.

 

MEMNON (g) Rei da Etiópia e filho de Titão e da Aurora, foi um herói na sua juventude. Sobrinho de Príamo, foi com vinte mil guerreiros em auxílio de seu tio, quando os gregos sitiavam a capital de seu reino. Deu a morte a muitos guerreiros, entre os quais conta-se Antíloco, filho do Ancião Nestor, caindo por sua vez às mãos de Aquiles. Os etíopes levantaram-lhe uma estátua colossal, a qual, ao ser ferida pelos primeiros raios de sol, produzia um som claro e harmonioso, assim como ao anoitecer deixava sentir sons plangentes, como se  alegrasse à aparição da Aurora e se entristecesse com o seu ocaso. As ruínas desse monumento ainda subsistem e são objeto de admiração dos viajantes.

 

MENELAU (g) Rei da Esparta e irmão de Agamenon; o rapto de sua mulher, Helena, por Páris, foi a causa  guerra de Tróia.

 


MENESTEU (g) Filho de Petes e descendente de Euriteu conseguiu, por meio de intrigas suplantar Teseu e tornar-se rei de Atenas.

 

MENTOR (g) Amigo de Ulisses e preceptor de Telêmaco. O seu nome tornou-se sinônimo de guia, de conselheiro prudente e sábio.

 

MERCÚRIO (r) Nascido na Arcádia, sobre o monte Cilene, era filho de Júpiter e de Maia. No dia de seu nascimento sentia-se tão robusto, que lutou com Cupido roubando-lhe o carcaz, furtou a espada de Marte, o tridente de Netuno, o cinto de Vênus e o cetro de Júpiter, e estava pronto a escamotear o raio se o temor de queimar-se o não tivesse detido. Expulso do céu, veio residir na Tessália, onde se ocupou em guardar os bois de Admeto acabando por roubá-los. Apolo  presenteou-o com uma vara de aveleira que tinha a propriedade de apaziguar e reconciliar os inimigos. Para certificar-se do valor do talismã, Mercúrio o interpôs entre duas serpentes que lutavam encarniçadamente e, no mesmo momento, as duas se enroscaram em torno da vara e se conservaram entrelaçadas, formando o caduceu, que é o principal atributo de Mercúrio. Mercúrio tornou-se depois o mensageiro dos deuses de importantes missões tanto públicas como um homem moço sorridente, coberto de um pequeno manto. Tanto o boné como o caduceu estão providos de asas, para indicar sua qualidade de mensageiro. Nos caminhos de trânsitos intensos, figuravam de ponto em ponto estátuas de forma quadrada que representavam Mercúrio e serviam para delimitação dos campos e para assinalar o caminho dos viajantes extraviados. Estas estátuas chamadas Hermas em grego colocavam-se também no centro das encruzilhadas e tinham tantas caras quanto os caminhos que para lá convergiam. É considerado o deus da eloqüência, do comércio e dos ladrões.

 

MIDAS (g) Rei da Frígia, era amigo de Pã e Baco. Este concedeu-lhe a faculdade de transformar em ouro tudo em que tocasse. Realizado este desejo, até os alimentos se transformavam em ouro ao seu contato. O infeliz monarca suplicou ao deus que o desembarcasse desse dom funesto. Baco ordenou-lhe que se banhasse no Pactolo, que, desde esse momento, passou a ter palhetas de ouro nas areias. Conta-se também que, havendo Midas preferido a flauta de Pã à lira de Apolo, o deus irado lhe enfeitou a cabeça com um par de orelhas de burro. Midas ocultava a todos esta disformidade, mas o seu barbeiro que descobrira o segredo, e que o não podia guardar confiou-o à Terra, depois de haver enchido novamente o buraco que nela abrira para esse fim, mas nesse lugar nasceram canas, que, ao menor sopro do vento, repetiam aos ouvidos de quem passava: "Midas, o rei do vento, tem orelhas de burro".

 

MILON (g) Natural de Crotona, sobressaiu-se entre todos os atletas de seu tempo. Sua imprudência causou-lhe a morte. Passeando um dia pelo bosque, já velho, notou uma árvore que o vendaval abrira pela metade, Recordando-se do seu antigo valor, tentou separar as duas metades, porém seu braço já era débil e a árvore, que se havia aberto na primeira sacudidela, tornou a fechar-se as mãos de Milon ficaram tão fortemente prensadas que não as pôde mais retirar. Na noite seguinte foi devorado pelos lobos.

 

MINEIDAS (AS) (g) Eram três: Íris, Climene e Alcitoé. Destras nos labores do bordado e da Tapeçaria, buscavam no trabalho sua mais aprazível ocupação. Desprezando as festas de Baco, foram por este deus transformadas em morcegos.

 

MINERVA ou PALAS (r) Deusa da sabedoria, veio ao mundo de um modo muito singular. Júpiter, que sofria violentas dores de cabeça, ordenou a Vulcano que lhe abrisse o Crânio, dele saiu Minerva armada dos pés à cabeça, e donzela já com vinte anos. Como Júpiter, dispunha do raio segundo lhe aprouvesse, concedia o espírito profético, prolongava a vida dos mortais e concedia-lhes, após sua morte, venturosas bem-aventuranças. Constituída em protetora dos sábios e dos artistas havia inventado a escrita, a pintura e o bordado. Conhecia também música e tocava flauta com maestria.

 

MINOS I (r) Antigo rei da ilha de Creta, era um dos três juízes encarregados por Plutão da administração da justiça nos Infernos.

 

MINOS II (g) Neto de Minos I, casou-se com Pasifai, filha do Sol. Por se haver recusado a oferecer um touro a Netuno, este semeou-lhe a vida de desgraça. Suas filhas Fedra e Ariadna, pereceram vítimas de sua paixão. Sua mulher Pasifai deu à luz o Minotauro. Havendo os habitantes de Megera matado seu filho Androgeu, Minos sitiou a cidade. Cila, filha de Niso, rei dessa cidade, apaixonou-se por ele. A sorte da cidade de Megera dependia de um cabelo purpúreo que Niso conservava na cabeça cuidado. Cila cortou-o enquanto o pai dormia e o ofereceu a Minos como prova inequívoca de sua ternura. No mesmo dia a cidade foi tomada. A desgraçada, morta de vergonha, atirou-se ao mar; os deuses, porém, a converteram em calhandra e Minos, convertido em gavião, continua a persegui-la encarniçadamente.

 

MINOTUARO (g) Minos, depois de vencer os atenienses, havia-os condenado a entregar-lhe a cada ano, sete moços e outras donzelas que deviam servir de alimento ao Minotauro, monstro metade homem e metade touro, encerrado no labirinto de Creta. Teseu quis redimir sua pátria do vergonhoso tributo, e se juntou ao grupo das vítimas que a sorte havia designado e pariu para Creta. Por ele apaixonou-se Ariadna, filha do rei Minos, a qual o auxiliou na empresa. Para tanto entregou-lhe um novelo de fio mediante o qual poderia guiar seus passos pelos corredores escuros daquela mansão inextricável. O monstro foi morto e Teseu achou facilmente o caminho de saída, graças ao fio de Ariadna. V. Teseu e Ariadna.

 

MIRRA (g) Mãe de Adônis. V. Adônis.

 

MIRTILO (g) Cavalariços de Enomau, foi peitado por Peplops para preparar o carro em que Enomau devia concorrer ao certame em que estava em jogo a mão de Hipodâmia. Mirtilo serrou o carro ao meio, vindo o mesmo a esfacelar-se em plena carreira, daí resultando a morte de Enomau. V. Enomau. 

 

MNEMÓSINE (g) Era mãe das Musas. V. Musas.

 

MOMO (g) Deus dos chistes das burlas e das palavras alegres, usava um gorro ornado de guizos; na mão ostentava uma máscara e na outra uma boneca, símbolo da loucura.

 

MOPSO (g) Era filho de Manto e viveu na época do sítio de Tróia. Como sua mãe e seu avô, possuía o dom de profetizar, sendo tido como o antagonista de Calcas. V. Manto e Calcas.

 

MORFEU (r) Ministro do Sonho vigiava-lhe o palácio, para impedir que se produzisse na sua proximidade o mais leve ruído.

 

MORTE (AS) (g) A morte, filha da Noite, morava no Tártaro. A Grécia, nem altares, e ainda que não fosse considerada deusa, jamais teve sacerdote nesse país. O cipreste lhe era especialmente consagrado. V.Libitina.

 

MUSAGETES (g) Nome sob o qual era conhecido Apolo, quando, dedilhando a lira, presidia à assembléia das Musas Musagetes significa o chefe das Musas.

 

MUSAS (g) As Musas, filhas de Júpiter e de Mnemósine, protegiam as artes, as ciências e as letras. Contam-se geralmente nove: Clíope, Clio, Melpómene, Talia, Euterpe, Terpsícore, Erato, Polímnia e Urânia. O cavalo Pégaso servia-lhes e de cavalgadura. Os atenienses, apaixonados amantes da poesia, levantaram às Musas, um suntuoso altar. Roma consagrou-lhes três templos, num dos quais eram convocadas sob o nome de Camenas ou cantoras. Os poetas designavam-nas também por Piérides, por haverem nascido no monte Piero.