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TALIA (g) Musa da comédia, traz na mão, uma máscara. Tem um aspecto buliçoso e olhares brejeiros. Uma coroa de Hera circunda-lhe a cabeça e nos pés usa sandálias.

 

TALTÍBIO (g) Arauto da expedição de Tróia.

 

TÂNATOS (g) Nome grego da Morte, gênio masculino filho de Nyx e Érebo. Irmão gêmeo de Hipnos, o sono.

 

TÂNTALO (g) Rei da Líbia. Recebeu a visita dos deuses e serviu-lhes como refeição os membros de seu próprio filho Pelops, para verificar se de fato eram deuses. Júpiter precipitou-o no Tártaro e condenou-o a uma fome e sede devoradoras. É representado no meio de um rio, cuja água lhe foge dos lábios de árvores carregadas de frutos que lhe escapam quando pretende colhê-los.

 

TELEFO (g) Filho de Hércules e rei de Mísia, casou com uma filha de Príamo e aliou-se a esse monarca para defender a capital de seu reino sitiada pelos gregos. Ferido a lança por Aquiles, o oráculo de Delfos sentenciou “que esta ferida não podia senão pelo que a havia causado.” Solicitado Aquiles a vir ao campo curar sua ferida, recusou-se. Ulisses, porém, convenceu-o a que fornecesse um pouco de ferrugem da extremidade da lança a qual, aplicada sobre a ferida, cicatrizou-a. Agradecido por este serviço, Telefo desertou do partido de Príamo e uniu-se ao exército grego.

 

TELÊMACO (g) Filho de Ulisses e de Penélope, achava-se ainda no berço, quando seu pai partiu para o sítio de Tróia. Ao completar quinze anos partiu em busca do progenitor. Os deuses dispensaram-lhe afeto filial, e Minerva; na pessoa de Mentor, dignou-se servi-lhe de conselheira e guia. Finalmente voltou a Ítaca, onde Ulisses havia desembarcado na véspera, e ajudou-o a exterminar os pretendentes à mão de Penélope.

 

TÊMIS  ou JUSTIÇA (g) É filha do Céu e da Terra: numa das mãos empunha uma espada e na outra sustenta uma balança. A princípio morou na Terra, porém, envergonhada dos crimes que nela se cometiam, refugiou-se no Céu, onde foi colocada na parte do Zodíaco que chamamos Virgem: Astréia, filha de Têmis, é muitas vezes confundia coma própria Têmis.

 

TERPSÍCORE (g) Uma das musas que dirigiam a dança. Seu ar jovial, sua esbelteza, a sua atitude ligeira, algumas guirlandas de flores e uma lira, eis suas características.

 

TERRA ou  TITÉIA (r) Esposa do Céu, e de cujo consórcio nasceram Cibele e e Têmis e numerosos filhos, dos quais se destacam Titã, o primogênito, Saturno, Oceano e Japeto.

 

TESEU (g)  Filho de Egeu e rei de Atenas, oferece certa analogia com Hércules. Guiado no labirinto de Creta, pelo fio de Ariadna, filha de Minos, conseguiu matar o Minotauro. Abandonou em seguida a princesa na ilha de Noxos e morreu após uma vida extraordinariamente agitada. Foi condenado nos infernos a estar sempre sentado.

 

TÉTIS (g) Deusa das águas, casou-se com Oceano, cuja união nasceram os Rios e as Oceânidas. Não confundir com Tétis, filha de Nereu e mãe de Aquiles.

 

TIFON (g)  Gigante que gerara o leão de Neméia contra o qual lutou Hércules que o matou, passando dali por diante a vestir-lhe a pele.

 

TIRÉSIAS (g)  O mais célebre adivinho dos tempos heróicos, nasceu em Tebas, na Beócia. Sua mãe,, a ninfa Cariclo, era uma das servas de Minerva. Era cego, mas uma varinha mágica que o guiava com mais segurança do que o fariam os melhores olhos. Os poetas antigos o chamavam o Adivinho por excelência, o Profeta sublime, o Áugure infalível. Sua filha Manto herdou-lhe o dom profético.

 

TISÍFONE (g) Uma das três Fúrias, encarregada da guarda do rio Flegeton que circundava o Tártaro. Junto com as duas outras Fúrias Alecta e Megera, empunhavam uma tocha e um látego sangrento com o qual flagelavam sem trégua nem piedade os malfeitores cujos crimes mereciam severos castigos.

 

TITÃ (g)  Irmão de Saturno, era o primogênito da família pertencendo-lhe, pois, de direito, o trono, por morte de seu pai, o Céu. Sua mãe, a Terra, ou Titéia, porém, rogou-lhe que cedesse o trono a Saturno. Titã acedeu sob a condição de Saturno exterminar todos os filhos varões e desta forma volveria no devido tempo a recair nas mãos dos Titãs.

 

TITÃS (g)  Descendentes de Titã, que, revoltados contra Saturno que julgavam perjuro, venceram-no e o aprisionaram. Júpiter ao alcançar a adolescência apressou-se em libertá-lo, e, atacando os Titãs, arrojou-os das alturas os Titãs do Olimpo, Saturno, porém, receoso do valor de Júpiter, começou a armar-lhe ciladas.  Júpiter expulsou-o do Céu e consituiu-se para sempre monarca do  

Empíreo.

 

TITON (g) Irmão de Príamo e marido de Aurora, ao morrer foi transformada em cigarra pedido da esposa.

 

TOSÃO DE OURO (g) Pêlo de um carneiro que foi sacrificado a Zeus (Júpiter) e consagrado, por este deus, como um símbolo de poder e de prosperidade. Foi conquistado Argonautas sob a liderança de Jasão.

 

TRIPTOLEMO (g)  Ceres percorreu muitos países em procura da sua filha Prosérpina. Quando passava por Elêusis, sob uma aparência vulgar, foi convidada pela filha do rei Celeu, a descansar no palácio. Grata, devolveu a saúde a seu filho Triptolemo que ainda estava no berço, e quis mesmo torná-lo imortal. Para isso estendia-o de noite sobre carvões condição de mortal. Sua mãe curiosa pôs-se à espreita e, quando a deusa se preparava a submeter o menino ao fogo depurador, soltou um grito de espanto e assim ficou destruído o encanto. Não podendo  mais torná-lo imortal, Ceres ensinou-lhe a arte de semear o trigo e fazer o pão e deu-lhe um carro puxado por dragões para que percorresse a Terra ensinando aos homens a arte da agricultura.

 

TRITÃO (g)  Filho de Netuno, deus do mar, tinha o poder de encrespar e acalmar as ondas. Não confundir Tritão com Tritões. Aquele manda e estes obedecem. Tanto um como outros, entretanto, são metade homem e metade peixe e todos precedem o carro majestoso do deus das águas tirando de uma concha sons estranhos.

 

TRÓADE (g) Antiga região da Ásia Menor, próximo ao Helesponto, antigo estreito de Dardanelos. Era banhada pelo rio Escamandro. Sua capital era Tróia.

 

TRÓIA (em grego Ílio ou Ílion) Célebre cidade da Frigia, na Ásia Menor, capital de Tróade. Teria sido fundada por Trós, filho de Ericônio, daí seu nome. Segundo alguns, ela já existiria antes, com o nome de Dardânia. A cidade foi destruída duas vezes: a primeira por Hércules e a segunda pelos gregos, episódio conhecido como a Guerra de Tróia, celebrado por Homero na epopéia "Ilíada". Antes das descobertas do arqueólogo H. Schilemann, Tróia era considerada apenas uma região mítica, fruto da imaginação de Homero, baseado nas antigas lendas gregas. Mas escavações levadas a efeito pelo arqueólogo alemão revelaram as ruínas da cidade, sendo descoberto, inclusive, o tesouro de Príamo, com as jóias usadas por Helena. Atualmente, a região é denominada Hissarli. V. Ílio e Cavalo de Tróia.