FLERTE

                                         Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Estava passeando
Quando o encontrei
Você foi me acompanhando
E eu contente fiquei.

Olhava para trás,
Tentando imaginar
O que faria o rapaz
Para comigo falar.
Ao semáforo fechar,

Ele do carro desceu,
Sem nada falar
Um bilhete me deu.
O bilhete trazia o ramal,
E logo abaixo o telefone,

Li e reli e afinal,
Onde estava seu nome?
Muito encabulada
Comecei a perguntar,

Talvez meio precipitada
Com quem devia falar.
Seu nome descobri...
Chama-se ARIEL,
Por dentro eu sorri,
Rimava com MURIEL.

- 1968 –

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