Homenagem a minha mãe

Mãe é aquela que cuida, aconselha e faz do seu filho um homem de bem.

Amei (ainda amo) minha mãe, mas, sempre soube compreender os seus momentos, pois ela era apenas um ser humano como todos nós, com defeitos e qualidades.

Com ela aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada.

Minha mãe mostrou-me o que é ter PERSISTÊNCIA... Arrastou-me literalmente para a escola, os quatro anos do curso primário.

Minha mãe mostrou-me o que é AMOR... Obrigou-me a fazer durante anos, vários exercícios para que eu me curasse dos olhos (eu era estrábica).

Minha mãe mostrou-me o que é FÉ... Passou um dia e uma noite de joelhos ao lado da minha cama rezando para que eu não morresse.

Ela ensinou-me a ser ORGULHOSA... Ter orgulho das pequenas vitórias do dia-a-dia e também a ter o mesmo orgulho nas derrotas. Importavam as tentativas feitas. Sua frase preferida era: “Derrotado é aquele que nunca tentou, não aquele que não teve êxito em sua tentativa”.

Ela me ensinou a ser VAIDOSA... Ter vaidade de ser simplesmente quem sou.

Ela foi ANJO PROTETOR... ensinou-me a dar os primeiros passos segurando-me pelas mãos.

Ela foi “MÁ”... deixo-me cair, mesmo sabendo que eu poderia me machucar, para que eu aprendesse que dói a queda.

Ela foi PROFESSORA... ensinou-me a levantar e caminhar, apesar da dor provocada pelos ferimentos da queda.

Ela foi DURA.... Ao contar-lhe que Rita tinha síndrome de Down, apenas falou: “Muriel, enxugue as lágrimas, vá para sua casa, você tem muito que fazer por sua filha!” Essas palavras foram à alavanca que me impulsionou a cuidar da minha filha como cuidei.

Ela foi CORAJOSA... mesmo sabendo que estava com câncer, nunca reclamou nem se revoltou.

Ela foi SINGELA... quis passar seus últimos momentos em minha casa, morreu docemente em meus braços.

Mãe, obrigada por tudo que você me ensinou. Se hoje a Rita é o que é, eu devo a você, eu sou a mãe que você fez de mim.

Muriel Elisa Távora Niess Pokk – 2004

Texto registrado em cartório